Dizes-me aos gritos que
o amor não existe,
que é só uma invenção da nossa mente,
um sonho que te engana,
que te mente,
e, pouco a pouco, à tua
alma torna triste.
—¡Tem calma! — Vai ao
passado, e diz se viste
aquela sombra que, entre
tanta gente,
quis estar ao teu lado eternamente…
—Suspiros, alegria… o
que sentiste?—
Podes negá-lo, mas que não despinte
o presente as lembrancas que tiveste:
risos no teu peito e um bater requinte...
—E agora podes ver que já
viveste,
sempre a palpar-te a pele, concluinte,
o amor que recebeste e
que tu deste…?—
Felip
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